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Em busca da Autenticidade: Como os arquétipos ajudam a revelar a essência da sua comunicação

Quando corpo, mente e narrativa se alinham, a comunicação deixa de ser personagem e se transforma em presença autêntica e sustentável

“Você prefere ser bonzinho ou inteiro?” — sabia que essa provocação feita por Jung ecoa fortemente no universo da comunicação? Muitos profissionais, mesmo experientes, ainda se escondem atrás de personagens interessantes, mas que não revelam quem realmente são. O resultado disso é um sentimento de insegurança, medo de serem descobertos e uma espécie de sensação de fraude.

Autenticidade não é sobre interpretar um papel, mas sobre sustentar sua essência diante da audiência. E foi justamente nesse ponto que encontrei nos arquétipos uma ferramenta muito interessante, pois eles ajudam a revelar a integridade do speaker, alinhando corpo, mente e uma narrativa com presença e, sabe o mais importante? é sustentável a longo prazo.

Em 2024, um cliente me procurou visando dar um upgrade em sua comunicação. Ele, executivo da área de MKT de uma grande empresa, tinha algumas demandas e sentia que realmente precisava profissionalizar as suas apresentações, tanto no palco quanto diante das câmeras. Como de praxe, iniciei o processo com um questionário pessoal e profissional, seguido da análise de um vídeo de sua apresentação. Logo percebi algo desalinhado: suas palavras e gestos transmitiam força, mas não refletiam a sua verdadeira essência.

Ao aplicar o exercício de identificação arquetípica, ficou claro que sua essência era a do Mago — alguém que inspira, transforma e cria conexões profundas. No entanto, sua comunicação corporal transmitia o arquétipo do Fora da Lei, carregado de intensidade e alguns excessos.

Essa desconexão entre o verbal e o não verbal claramente gerava “ruído”.

Ao trabalharmos o corpo e a mente conseguimos domar essa liberação de cortisol, partindo para a canalização de sua energia para uma narrativa mais equilibrada de acordo com o seu arquétipo.

Lembro-me de ter usado uma analogia para explicar isso a ele: era como você ter o motor potente de uma Ranger instalado em um Fiat Uno. A força estava lá, mas precisava ser calibrada ao chassi certo. Nosso objetivo inicial passou a ser alinhar esse motor à estrutura adequada, para que sua potência fosse percebida como equilíbrio, mantendo o impacto e os benefícios do “Mago”.

O processo corporal revelou a ele que os gestos não são apenas movimentos: eles devem reforçar e complementar a mensagem. Quando “sincronizamos áudio e imagem”, criamos harmonia e a tão sonhada naturalidade. Esse é o ponto em que a comunicação deixa de ser apenas técnica e se torna legítima.

O aprendizado é claro: autenticidade não é improviso, é construção consciente. Ao identificar e revelarmos o nosso arquétipo, alinhando corpo, mente e narrativa, o speaker alcança não apenas alta performance, mas também prazer em comunicar. É nesse ponto que a comunicação transcende e a autenticidade aparece.

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